
Tendo como guião, a estrutura do
Plano de Actividades relativo ao ano que passou, a Direcção da APEMÚSICA
elaborou o seguinte relatório:
1.
Habilitações
A
compatibilização das antigas habilitações dos Conservatórios, tal como
previsto, constituiu a questão central da actividade da APEMÚSICA. Apesar do
problema subsistir, deram-se passos decisivos nesta luta, com a promoção de
acções diversificadas junto de quem tem poder de intervenção na resolução deste
problema: pressionou-se o Ministério da Educação, as Direcções Regionais de
Educação e a Assembleia da República; accionou-se a Provedoria da Justiça;
solicitou-se aos sindicatos uma tomada de posição; veicularam-se artigos à
imprensa tendo alguns sido publicados; disponibilizou-se um documento para
subscrição, cuja divulgação e recolha de assinaturas constituiu a maior acção
nacional conjunta de profissionais do ensino da música; finalmente, e ainda, junto dos agentes mais decisivos para a
resolução desta questão, os
profissionais do ensino da música, divulgou-se a informação de todos estes
factos, através do boletim nº 8 do “A PÉ, MÚSICA!” que foi enviado para
todas as escolas do país.
Nota prévia:
Os textos em itálico, são citações do
boletim nº 8, que assim se presume serem factos conhecidos por todos os
profissionais do ensino da música.
1.1
- Diálogo com o Ministério da Educação
Em
7/3/2001, a APEMÚSICA e o Advogado da Direcção, foram recebidos pela Secretária
de Estado da Administração Educativa na altura, Drª Maria José Rau, acompanhada
pela Coordenadora do Núcleo do Ensino Artístico, Drª Paula Folhadela e uma
assessora. Iniciando a sua intervenção, apelidando de “cursozinhos” aos antigos
Cursos Superiores do Conservatório, comparando-os a outros que nunca tiveram a
designação de superiores – Instrutores de Educação Física(!), Formação
Feminina(!)… - a equipa ministerial apresentou a situação dos professores de
música como “resolvida”(!), visto que estes “até conseguem chegar ao 9º
escalão”(!!!). A Secretária de Estado assumiu por inteiro todas as implicações
do Despacho 15.244, expressando-se afirmativamente quanto à atribuição do
estatuto de formação académica incompleta aos maiores nomes da Música
Portuguesa e que fazem parte da Identidade Nacional!.
Como se pode calcular, a APEMÚSICA
manifestou a sua mais profunda indignação perante as posições do M.E. e
informou que iria iniciar de imediato uma série de acções, tendo em vista, a
obtenção da justiça e dignidade que o ensino da música merece.
Entretanto, em
Setembro de 2001, com o pretexto de entregar em mão os documentos originais da
campanha “abaixo-assinado”, foi solicitado uma nova audiência com o propósito
de “analisar detalhadamente a situação em causa e a apresentar propostas de
solução adequadas”.
1.2 -
Queixa ao Provedor de Justiça
Foi aberto o processo de
averiguações com o n/ref.: R.2182 / 01(A4). No entanto, passado um mês, a
APEMÚSICA foi informada que o processo seria arquivado, com base num ofício de
1999 do Ministério da Educação. Este ofício, dirigido ao Provedor de Justiça,
já terá sido motivado por anteriores queixas individuais sobre as mesmas
questões. Como o documento ministerial é claramente insuficiente quanto à
exposição genérica da queixa da APEMÚSICA, enviou-se em 12 de Julho último, uma
nova exposição, mais detalhada, solicitando a reabertura do processo.
Posteriormente, foram enviadas as fotocópias das assinaturas do
abaixo-assinado. Aguardamos, com esperança, uma nova comunicação.
1.3 - Abaixo-assinado
A campanha do
“abaixo-assinado” rendeu 3.017 assinaturas!
Os
documentos originais vão ser entregues em mão no Ministério da Educação.
Uma cópia das assinaturas do abaixo-assinado
foi entregue em mão, ao Presidente da Comissão Parlamentar para a Educação
Ciência e Cultura da Assembleia da República, em audiência realizada a 9 de
Setembro último. Outra cópia das assinaturas foi enviada ao Provedor de
Justiça, tal como é noticiado no ponto anterior.
Apesar do número de assinaturas não
ser muito elevado, pode-se considerar, apesar de tudo, bastante significativo,
dado o grande contraste existente entre o volume de correspondência recebido e
o escasso feedback com que os
profissionais do ensino da música presenteiam associação que os representa.
1.4-
Requerimento para reposicionamento na
carreira
Foram enviadas para todas as escolas do ensino
regular, minutas de requerimento para reposicionamento na carreira.
As
comunicações das DRE’s que nos chegaram ao conhecimento, quanto aos pedidos de
reposicionamento na carreira, contêm bastantes lacunas de argumentação, como
não podia deixar de ser. Após a leitura destas respostas, fica-se com a
sensação que existem vários estatutos da carreira docente em Portugal! Para os
colegas que queiram continuar com este processo, ou que o queiram iniciar
(colegas com a habilitação máxima possível que entraram pelo 1º escalão ou que,
com a máxima habilitação possível, sofreram ou estão a sofrer a penalização de
passar pelos 7ºs escalões índice II e III), a APEMÚSICA disponibilizará minutas
personalizadas a cada situação.
Até ao momento, a APEMÚSICA só tem conhecimento de
três processos em andamento...
1.5- Divulgação perante a opinião pública
O Comércio do Porto (07/05/01) e
a Página da Educação publicaram um artigo da Presidente da Assembleia Geral, a
propósito dos problemas de habilitações e carreiras dos professores de música.
Os outros órgãos de imprensa, apesar de terem recebido comunicações idênticas
da APEMÚSICA – o artigo e o “abaixo-assinado” com um texto de enquadramento -
nada publicaram até ao momento.
Em 28 de Janeiro de 2001, já tinha sido publicado no
jornal O Público, um artigo que envolvia os Presidentes dos Conselhos
Executivos dos Conservatórios Nacional e do Porto, contendo uma “caixa” onde
eram aflorados os problemas de habilitações de dois dos responsáveis pela Casa
da Música - Pedro Burmester e Fausto Neves.
1.6 – elaboração
de um Caderno Reivindicativo com o SPN e FENPROF
A APEMÚSICA continua disponível para
dar seguimento à elaboração do Caderno Reivindicativo que se comprometeu a
redigir em conjunto com o SPN e a FENPROF. Importa, talvez, relembrar que os
contributos assumidos pela APEMÚSICA foram cumpridos em Dezembro de 1999.
A este propósito pode-se noticiar que
alguns sócios da APEMÚSICA, simultaneamente sócios de sindicatos afectos à
FENPROF – intervieram no seu VII Congresso, em Março de 2001, sendo de realçar
as críticas que foram apontados à Federação por, à semelhança do Ministério da
Educação, não possuir um Departamento de Ensino Artístico. Esta falha,
traduz-se no “esquecimento” a que esta área de ensino está votada no “Programa
de Acção” da FENPROF e na inexistência de um organismo que dê corpo e
seguimento às tradicionais “moções sobre o ensino artístico” aprovadas em
finais de congressos, cujos textos, mais ou menos embelezados de boas intenções
se tornam perfeitamente inconsequentes.
1.7 - Contactos
com todas as organizações sindicais e associativas
Depois de se pedir uma tomada de
posição, sobre o “abaixo assinado” da APEMÚSICA, a todos os sindicatos e
federações sindicais da educação, apenas o SPN e o SPZN nos enviaram respostas,
tendo sido estas já remetidas à Comissão Parlamentar para a Educação Ciência e
Cultura. Ambas são favoráveis às pretensões da APEMÚSICA, sendo o SPZN o mais
claro e frontal na sua posição.
1.8 – Contactos
com a Assembleia da República
A 7 e 8 de Maio, a APEMÚSICA foi recebida na
Assembleia da República, em audiências privadas, por todos os partidos com
assento parlamentar – BE, CDS/PP, OS VERDES, PCP, PS, e PSD. Todos os partidos
foram unânimes em considerar que a situação descrita no documento do
“abaixo-assinado” era anómala e injusta. Dado o efeito prático de divulgação e
acção política, esta etapa foi considerada pela Direcção, como extremamente
positiva e serviu para preparar terreno para o passo seguinte: solicitação de
uma audiência à Comissão Parlamentar para a Educação Ciência e Cultura. Uma
semana depois, o Bloco de Esquerda enviou-nos a cópia de um requerimento assinado
e elaborado pelo Dr. Fernando Rosas, remetido ao governo, onde são pedidas
explicações sobre as “Habilitações para a docência dos professores de música”.
Entretanto, este requerimento teve resposta em final
de Novembro, tendo-nos sido já endossado pelo Bloco de Esquerda. Neste
documento observa-se que, o M.E. em vez de responder às questões levantadas,
apenas faz o ponto da situação em três alíneas. Digamos que esta resposta é um
“enunciado resumido” do próprio problema...
A
6 de Setembro, realizou-se a audiência com a Comissão Parlamentar para a
Educação, Ciência e Cultura, solicitada pela APEMÚSICA. Os únicos partidos com
assento nesta comissão são o CDS-PP, PCP, PS e PSD. Após a exposição da
associação em torno do documento “abaixo-assinado”, os partidos manifestaram as
suas posições e/ou colocaram questões. Contrariamente ao que tinha
transparecido nas audiências em privado com os partidos, o PS e o PSD fizeram
intervenções e colocaram questões cujo teor fazem prever uma mudança de posição
durante os quatro meses que mediaram os dois encontros. Trata-se dos partidos
políticos que têm estado no governo nos últimos 20 anos...
Aguarda-se o relatório desta
comissão.
2.
Estrutura do Ensino da Música em
Portugal
2.1 – CRIAÇÃO DE UM GRUPO DE TRABALHO
Perante o repto lançado aos sócios da
APEMÚSICA, para a criação de um grupo de trabalho, a direcção recebeu a
inscrição de 1 sócio...
2.2 – ENCONTROS INFORMAIS
A APEMÚSICA não realizou encontros
informais, nos moldes em que inicialmente se previam – abertos à participação
dos sócios. No entanto, são de realçar os encontros e as reuniões de trabalho
entre a Direcção e:
- Advogado da Direcção (encontros que
tanto foram mensais, quinzenais, semanais ou bi-semanais, consoante as
necessidades).
- Professora Teresa Rocha – tanto na
qualidade de negociadora do Contrato Colectivo de Trabalho para o Ensino
Particular e Cooperativo, como na de Directora Pedagógica da Academia de Música
de Vila do Conde (duas reuniões, sempre com a presença do advogado da
Direcção);
- Sócios da APEMÚSICA
- Professores de música, acompanhados
de um dirigente sindical
- Membros de associações de estudantes
do ensino superior (Universidade de Aveiro e ESMAE do Porto).
3.
Funcionamento da sede
A sede esteve aberta todas as quintas
feiras das 15 às 18 horas, durante o calendário lectivo. Procedeu-se a
contactos telefónicos com os intervenientes do ponto anterior,
atendimento/resposta às mensagens deixadas no atendedor de chamadas e gestão do
correio electrónico. Esporadicamente, a sede recebeu a visita de alguns sócios
e professores de música. É de realçar a colaboração valiosa de alguns sócios e
simpatizantes nas morosas e volumosas tarefas de preparação da correspondência
para envio. A APEMÚSICA em 2001 enviou cerca de 4000 envelopes(!), investindo
mais de 400 contos(!) em despesas totais de envio. Recorda-se mais uma vez que
nenhum elemento da APEMÚSICA aufere qualquer tipo de remuneração e que os
sócios que colaboram ou trabalham na Direcção também pagam as respectivas
quotas, como é dever de qualquer sócio.
4. Orçamento
para a execução do Plano de Actividades
APEMÚSICA
investiu todo o seu potencial económico na acção de 2001, confiante de que o
programa ambicioso lhe traria novos sócios e recuperações de quotas em atraso.
Digamos que este foi o ponto onde o plano de actividades fracassou, apesar
desta possibilidade estar prevista no Plano de Actividades para 2001 - “Se em
2001 se verificar uma entrada de quotizações igual ao montante entregue pelos
sócios em 2000, a APEMÚSICA entrará em ruptura financeira a meio do ano.”
Apesar da entrada de alguns novos sócios e da recuperação do pagamento de
algumas quotas em atraso, a associação entrou em ruptura financeira em Setembro
deste ano, tendo neste momento um saldo negativo de 475.00$00, como se constata
na tabela abaixo. As consequências deste déficit foram, com carácter de
absoluta excepcionalidade, suportadas pelo advogado, senhorio e elementos
da direcção. Este ponto deverá ser bem ponderado pois condicionará toda a
estratégia a delinear no Plano de Actividades para 2002.
5. GESTÃO FLEXÍVEL DO CURRÍCULO
5.1. REUNIÃO NO DEPARTAMENTO DO ENSINO BÁSICO
No âmbito de um convite formulado às cerca de 30 associações
de professores em Portugal, a APEMÚSICA esteve presente numa sessão no DEB
(Direcção Geral do Ensino Básico), a propósito da entrada em vigor do documento
“Competências Essenciais”. Sendo a primeira a intervir, a APEMÚSICA colocou as
seguintes questões:
- Será oportuno abordar as competências dos alunos de música
quando a competência dos seus professores há anos que é posta em causa?
- Como compreender
que os currículos do ensino especializado, também com ensino básico até ao 5º
Grau, continuem marginalizados desta reformulação curricular, permanecendo
assentes em pressupostos e diplomas de 1930 e 1973, os mesmos que penalizam a
maioria dos actuais professores de música;
- Como compreender o novo documento à luz da generalizada
redução de tempos lectivos para a disciplina de Educação Musical no 2º ciclo e
da continuação da ausência de Expressão Musical na maioria das escolas do 1º
ciclo. Como compreender esta redução lectiva depois de escutarmos o próprio
Director Geral do Ensino Básico em 2000, na apresentação do documento
“Competências Gerais do Ensino Básico”, sessão em que a APEMÚSICA também esteve
presente, declarar estar “preocupado com o pouco peso que o ensino artístico
tem no ensino básico”.
Em resposta à APEMÚSICA, o Dr. Paulo Abrantes, assumindo a
declaração acima transcrita, adiantou que, apesar de algumas vitórias do ensino
artístico no 3º ciclo - abertura à implementação das disciplinas de dança,
drama, etc.... - continua “preocupado com o pouco peso...”.
- A APEMÚSICA considerou ainda o documento demasiado
ambicioso nas suas pretensões, não se podendo dissociar dos factos atrás apontados.
A Direcção
BALANÇO DE CONTAS DE 2000
(faltava Novembro e Dezembro)
|
RECEITA |
DESPESAS |
|
Transporte (em 30/10) 536.659$ |
Rendas e despesas
de manutenção
35.000$ |
|
Quotas
20.000$ |
Serviços
jurídicos
50.000$ |
|
Juros (conta à
ordem)
8.468$ |
Correio
43.250$ |
|
|
Telecomunicações
8.184$ |
|
|
Devoluções
5.000$ |
|
Total
565.127$ |
Total
141.434$ |
|
Saldo
(31/12/00)
423.693$ |
|
BALANÇO DE CONTAS DE 2001
|
RECEITA |
DESPESAS |
|
Transporte de
2000
423.693$ |
Rendas e despesas
de manutenção
494.950$ |
|
Quotas
900.000$ |
Serviços
jurídicos
650.000$ |
|
|
Correio
268.015$ |
|
|
Tipografia
62.010$ |
|
|
Fotocópias
64.245$ |
|
|
Consumíveis
17.302$ |
|
|
Telecomunicações
117.957$ |
|
|
Deslocações
117.317$ |
|
|
Devoluções
6.300$ |
Total
1.323.693$
|
Total
1.798.096$
|
|
Saldo (31/12/01)
-
474.403$ |
|
PLANO DE ACTIVIDADES
PARA 2002
Após um ano pleno de acção, que a
Direcção classifica como extremamente positivo, a APEMÚSICA verifica que não
tem recursos financeiros para ter um nível de funcionamento próximo do que deve
ser uma associação com estas características e responsabilidades. A saída de
uma casa particular para uma sede digna e a contratação de um advogado
orientador no labirinto das habilitações (e não só!), parecem ser um luxo para
a Associação dos Profissionais do Ensino da Música. A própria acção
desenvolvida no ano que passou, também terá sido um luxo, visto que não houve
dinheiro suficiente para a realizar. A concretização do Plano de Actividades de
2001 implicou dívidas suportadas por alguns dos intervenientes atrás apontados,
que não mais deverão acontecer. O sacrifício do trabalho já é mais que
suficiente.
As associações não se podem dar ao
luxo de ter luxos.
Mas, as associações também não se
podem dar ao luxo de se desviarem dos percursos que se impõem como óbvios a
percorrer. Ninguém gosta de andar para trás.
Sendo assim, a Direcção propõe-se a continuar a trabalhar
nos moldes do ano anterior, até o dinheiro realizado pela quotização dos sócios
o permitir.
Se o dinheiro acabar, a associação acaba. Se a
associação acabar, ficará provado que, afinal, a APEMÚSICA é um luxo para os
Profissionais do Ensino da Música.
1. CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE SÓCIOS /
RECUPERAÇÃO DE QUOTAS EM ATRASO
1.1. BOLETIM Nº 9
O boletim da APEMÚSICA será distribuído a todas as escolas
do País, mais uma vez. Além das habituais notícias de momento, o “A PÉ,
MÚSICA!” será portador de um ultimato aos Profissionais do Ensino da Música: ou concretizam o seu apoio a este projecto
através da sua adesão pessoal e material, ou a APEMÚSICA acaba.
1.2. CONTACTO DIRECTO COM OS SÓCIOS
COM QUOTAS EM ATRASO
Dada a gravidade da situação, a
Direcção, mandatada pela Assembleia Geral, contactará pessoalmente ou
telefonicamente com todos os sócios que se encontram com quotas em atraso, no
sentido de definirem a sua situação: ou continuam sócios e regularizam a sua
contribuição material, ou desistem formalmente.
2.
HABILITAÇÕES
2.1. ORGANIZAÇÕES SINDICAIS
Com o seu historial reforçado pela
acção de 2001, a APEMÚSICA conquistou um estatuto que lhe permite abordar os
parceiros institucionais sem qualquer tipo de submissão ou dependência.
Possuímos estratégia própria, com rumo bem delineado e, sobretudo, com percurso
percorrido.
Chegou o momento de convidar os parceiros sindicais a
integrarem esta luta que também é dos próprios sindicatos. A grande meta para 2002 é
colocar no calendário, um dia de greve nacional na actividade musical, que,
como é sabido, só pode ser convocado por organizações sindicais.
Os objectivos são óbvios e não são de pouca monta:
- responsabilizar e integrar os
sindicatos nas questões profissionais do ensino da música;
- dar visibilidade à situação do ensino da música em
Portugal;
- pressionar o poder político;
-
proporcionar um dia de reabilitação aos professores de música
Não nos podemos esquecer de que, com
os últimos anos de silêncio, inércia e falta de solidariedade, os professores
de música não foram capazes de impedir a actual situação de caos que grassa no
ensino da música em Portugal. A greve seria a oportunidade da classe,
finalmente, se redimir perante si própria e perante o País.
2.2 – elaboração
de um Caderno Reivindicativo com o SPN e FENPROF
A APEMÚSICA continuará a manifestar a
sua disponibilidade para cumprir o compromisso assumido.
2.3 – CONTACTO COM OS LÍDERES
PARTIDÁRIOS
A actual situação política aconselha a
contactar desde já os líderes partidários, dos quais, um será o futuro Primeiro
Ministro. Se houver um acordo com os sindicatos quanto à marcação de uma data
para a greve, esta será de imediato comunicada. Não há motivos para esperar e
dar tempo ao futuro governo. Este contará, sem dúvida, com a participação do PS
ou do PSD, responsáveis pelos últimos 20 anos de governação em Portugal, o que
os torna responsáveis pelo actual estado do ensino da música.
A APEMÚSICA vai enviar aos líderes dos
actuais partidos políticos uma exposição sobre a actual situação do ensino da
música, solicitando-lhes desde já uma tomada de posição.
2.4 - Diálogo com o Ministério da Educação
Aguarda-se a marcação
da audiência para entrega dos documentos originais do abaixo-assinado, cujo
resultado determinará o passo seguinte.
2.5 -
Queixa ao Provedor de Justiça
Aguarda-se a deliberação à queixa
apresentada, cujo teor determinará o passo seguinte.
2.6 – Assembleia da República
Aguarda-se o relatório da audiência com
a Comissão Parlamentar para a Educação, Ciência e Cultura, cujo conteúdo
determinará o passo seguinte.
2.7 -
Requerimento para reposicionamento na
carreira
Estão
disponíveis, na sede, as minutas de início do processo de requerimento e
continuação do mesmo, face às respostas das DRE’s. Estas minutas serão
disponibilizadas aos sócios que o solicitarem.
2.8 - Divulgação perante
a opinião pública
Se a greve vingar, não precisaremos de nos esforçar
muito para chegar aos órgãos de comunicação...
3.
GESTÃO FLEXÍVEL DO CURRÍCULO
3.1 Grupo de Trabalho
Se, e quando a continuidade da APEMÚSICA estiver assegurada,
a Direcção formalizará três convites a personalidades com vasto currículo
académico e profissional - entretanto já contactadas – para, em conjunto com um
elemento da Direcção, criarem um Grupo de Trabalho que elabore um parecer
técnico sobre o documento “Competências Essenciais”. A eventual interrupção da
APEMÚSICA, retiraria a dimensão institucional ao documento produzido, situação
extremamente ingrata e indesejável para mais um grupo de trabalho que se
constitui numa base de voluntariado.
4. PROFESSORES DO ENSINO
PARTICULAR E COOPERATIVO: CONTRATO COLECTIVO DE TRABALHO – ALTERAÇÕES SALARIAIS
(Boletim do Trabalho e Emprego, 1ª série, nº 43, 22/11/2000)
4.1
VENCIMENTOS
Graças ao
trabalho inexcedível dos negociadores deste contrato na área do ensino da
música, os professores do Ensino Particular e Cooperativo (com a habilitação
máxima possível e mais de 5 anos de serviço) ganharam, desde Janeiro de 2001, o
direito a serem remunerados pela Categoria A - Professores Licenciados e
Profissionalizados (nº 9 do Artigo 42º). Apesar desta conquista, a APEMÚSICA
tem conhecimento que os vencimentos não estão a ser processados de acordo com
este artigo, devido em grande parte ao incumprimento momentâneo assumido pelas
DRE’s que, como é sabido, têm uma comparticipação importante nos vencimentos
dos professores deste ramo educacional. A APEMÚSICA sabe também que,
lamentavelmente, não há conhecimento de algum destes professores a protestar ou
a reivindicar os seus direitos, junto das direcções da escola ou das Inspecções
Gerais do Trabalho respectivas, o que, conjugado com os sinais claros da
vontade do M. E. em desrespeitar a cláusula em causa, nos deixa bastante
preocupados.
No sentido
de esclarecer sobre os vencimentos a que têm direito estes e todos os outros
professores que trabalham neste ramo de ensino, a APEMÚSICA vai incluir em
anexo ao boletim nº 9 “A PÉ, MÚSICA!”, uma grelha com todas as situações de
habilitações possíveis e respectiva tabela de remuneração. Depois de a
receberem, colegas, por favor, ajam!
5.
ESTRUTURA DA APEMÚSICA
Consciente do papel que a APEMÚSICA
deverá ter no panorama do ensino da música em Portugal, a associação vai
contactar personalidades, no sentido de possibilitar a criação dos seguintes
departamentos:
- Ensino Especializado
- Ensino Particular e Cooperativo
- Ensino Particular Não Oficial
- Ensino Regular
- Ensino Superior
6.
Orçamento para a execução do Plano de
Actividades
A gravidade da situação financeira e o imobilismo criado
pela actual conjuntura política obriga a suspender por alguns meses o contrato
de avença com o advogado. No entanto, a actual Direcção não prescinde da sua
colaboração para a consecução do presente plano. Isto, se houver APEMÚSICA para
a consecução do plano.
Para
as contas para 2002, bastará dizer que a APEMÚSICA precisa da cobrança de, pelo
menos, 400 quotas para, depois de pagar as dívidas actuais, lançar-se no
cumprimento do Plano de Actividades para 2002. Este montante de quotas, perante
a quantidade de professores de música em actividade, número de sócios e quotas
em atraso, parece irrisório e facilmente ultrapassável. Mas não é! Há gente que
se esquece – como se as questões profissionais fossem triviais; há gente que é
calculista – poupando o dinheiro de um jantar no restaurante, confiando que outros
pagarão o funcionamento da associação; e haverá gente que acha que a APEMÚSICA
não serve para nada, ou não lhes serve para nada, tendo estes toda a razão em
não pertencer nem colaborar com uma inutilidade. Provavelmente também haverá
quem esteja contra a associação...
Com
o trabalho desenvolvido em 2001, com os consequentes processos postos em
andamento – não concluídos - e, com a actual carta de intenções que
constitui este plano, a Direcção crê que não deixa dúvidas quanto aos seus
propósitos de lutar para pôr de pé o ensino da música em Portugal. Se o número
de quotizações atrás indicado não for alcançado, a APEMÚSICA regressará ao
silêncio que antecedeu o seu aparecimento em 1996, interpretando na íntegra a
mensagem dos profissionais que se propôs representar.
A Direcção